Um Lugar que o Tempo Aprovou
Em 1942, um incêndio consumiu a mata desta encosta, à margem do que hoje é o Lago Negro. Onde havia cinzas, o imigrante alemão Leopoldo Rosenfeldt abriu uma vala, deixou a água encontrar o vale e plantou, com as próprias mãos, mudas trazidas da região da Floresta Negra, na Alemanha. Não sabia ainda que estava plantando um dos cenários mais fotografados do Brasil.
Nos anos 1960, outro homem chegou a esta mesma margem e decidiu incorporar uma rocha a um projeto arquitetônico. Pouco a pouco, o arquiteto Günther Siegfried Schlieper esculpiu esta rocha até que ela se tornasse a Estalagem St. Hubertus. Dedicou cerca de quarenta anos de sua vida à obra e à condução do hotel.
Em suas palavras: “Aqui dediquei quarenta anos da minha existência, roendo uma rocha e construindo este recanto com muito amor e trabalho. Aqui a integração entre funcionários e proprietários ao longo dos anos nos tornou a família St. Hubertus.”
Günther criou um conceito de hospedagem que Gramado ainda não conhecia: poucos apartamentos, com decoração e serviços diferenciados e personalizados. O nome homenageia “St. Hubertus”, padroeiro dos caçadores. “Estalagem” remete às pousadas de viajantes descritas nos romances de Alexandre Dumas, que ele lia na adolescência.
Em 1974, em parceria com Noeli e Clécio Gobbi, nasceu o restaurante St. Hubertus, onde foi servido o primeiro fondue de Gramado. Hoje, ele leva o nome de Consuelo, uma homenagem àquela que sempre esteve ao lado de Günther nesta trajetória.
Hoje, a direção é conduzida por sua filha, Mariela Schlieper, que mantém os padrões idealizados pelo pai. A Estalagem St. Hubertus oferece o privilégio raro de estar em um lugar onde cada detalhe foi cuidadosamente escolhido e testado.
Estalagem St. Hubertus.
Um Lugar que o Tempo Aprovou.